terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Resenha de Livro: Saga Jogos Vorazes


Demorou mas agora vai galera! Hoje eu vim fazer uma resenha completa da saga Jogos Vorazes, e já começo dizendo que virei tributo. Vou tentar fazer um apanhado geral da saga, por que se me ater a cada livro posso liberar spoilers que ninguém gostaria de receber.
A história da saga se passa em um país chamado Panem, que se localiza mais ou menos onde hoje é a América do Norte e é dividida em 12 distritos mais a Capital. Os distritos são divididos por atividade econômica, e fornecem tudo necessário para a sobrevivência da Capital. Na Capital a vida é tranquila, mas nos distritos a coisa não é tão fácil assim. No tempo presente da saga, sabe-se que o distrito 13 foi destruído pela Capital fazem 74 anos, onde, sob liderança dele, foram organizadas rebeliões nos distritos contra a Capital, entretanto, por lógica, sem sucesso. Os “Dias Escuros” (como é chamada a época de rebelião) deram origem ao que hoje são os Jogos Vorazes, que trata-se de um reality show onde são sorteados dois “tributos” de cada distrito - um menino e uma menina- entre 12 e 18 anos para lutarem até a morte em uma arena recheada de armadilhas, tudo isso sendo transmitido em rede nacional. Apenas um jovem sai de lá vivo, esse, entretanto, recebe várias dádivas da Capital, bem como comida ilimitada por um ano para seu respectivo distrito.
A narradora e personagem principal da história é Katniss Everdeen, uma garota de 16 anos que mora o distrito 12 (responsável pelas minas de carvão) com sua mãe e sua irmã de 12 anos, Primrose.
É o primeiro ano que Prim tem seu nome no sorteio para os temidos Jogos Vorazes, portanto ele aparece apenas uma vez, enquanto várias meninas tem 20, 30 vezes seu nome lá. Como era de se esperar, “a sorte não estava ao favor” de Prim (entenderão essa frase melhor quando lerem hehe) e ela é sorteada. É aí que Katniss, em defesa da irmã, de voluntaria ao posto de tributo, e logo depois é sorteado seu companheiro de distrito que será tributo, Peeta Mellark.
Após isso começa a história da saga em si, em que Katniss fica entre razão e emoção, que envolve a ação dos Jogos e o triângulo amoroso entre ela, Peeta, e Gale, seu melhor amigo e parceiro de caça.
Temos uma protagonista bem forte, e isso me chamou muita atenção por que normalmente a mulher das histórias é frágil, e nesse caso, o “sexo forte” com certeza é o feminino. Katniss é uma heroína, e durante toda a saga passa por “perrengues” sempre pensando mais nos outros do que em si, mas sem transparecer sua fraqueza a ninguém. 
Meu livro favorito da saga foi Em Chamas por que tem mais ação, enquanto Jogos Vorazes é uma introdução a saga, e A Esperança tem uma leitura mais lenta, não deixando é claro de ser surpreendente. Meus personagens favoritos são - além da Katniss - Finnick Odair, Clove e Boggs. 
A editora é a Rocco, que fez um ótimo trabalho na minha opinião, por que a letra é grande, o livro é bem organizado, e a arte de capa é simples e linda, assim como a protagonista. Vários leitores reclamam da tradução do terceiro livro - de “Mockinjay” que significa Tordo, para “A Esperança”- mas eu acho que eles tentaram fazer com que ficasse um título inteligente e criativo, o que não seria atingido com uma tradução literal.
Bem gente, acho que é isso, por que se eu fosse resenhar separadamente iria ficar recheado de spoilers e isso acabaria com a ideia da resenha, que é incluir vocês na história e deixar com gostinho de quero mais.
Espero que tenham gostado, e até a próxima! Beijocas _|||_
  • Post por: Isabelle Daru
Obs: a foto do post é minha mesmo, da minha trilogia completa. É muito amor <3

Resenha de Livro: Mortal Engines


Daí galera? Tudo na paz? Tô aqui pra fazer uma SUPER indicação de um livro que eu li há pouco tempo. É o “Mortal Engines”, do autor inglês Philip Reeve. A história é passada em um mundo pós-apocalíptico, onde as cidades ganharam novas formas; são cidades tracionadas, ou seja, elas podem circular pelo ambiente como se fossem carros.
Isso aconteceu porque, após a guerra dos 60 minutos (não é explicado praticamente nada sobre essa guerra no primeiro livro, mas, é de se supor que seria uma guerra estilo Terceira Guerra Mundial) os recursos essenciais para a sobrevivência se tornaram escassos, então as cidades foram, de certo modo, obrigadas a erguerem-se e saírem rodando pelo mundo.  O autor, mais uma vez ostentando criatividade (ostentação fora do normal), cria um termo chamado “Darwinismo Municipal”, ou seja, as cidades mais fortes e maiores podem alimentar-se das menores e fazer de seus cidadãos novos escravos.
O clímax da história é iniciado quando Tom Natsworthy, um aprendiz da Guilda dos Historiadores acaba descobrindo que seu herói, Valentine(um historiador super aclamado) na verdade não tem nada de heróico em seu passado. Depois disso a história vai se desenrolando, e, sério, o livro é cheio de ação, então os personagens ficam praticamente o livro todo fugindo ou tentando capturar alguém ou então, tentando fazer algo de extraordinário. O ritmo de leitura é muito bom, é algo meio parecido com Percy Jackson (o ritmo de leitura ok?!).
Eu fiquei um pouco perdida na história quando comecei a ler, mas isso porque eu não estou acostumada com ficção científica, então, pra mim, foi um pouco difícil visualizar as novas invenções que existem no livro; mas é claro, isso foi facilmente superado durante a leitura.
Então, espero que tenham gostado da minha indicação, rere : ) ah, e ressaltando que o livro faz parte de uma tetralogia ^.^
Até mais ver e abraços.
OBS: SOCORRO, QUERO LER LOGO O SEGUNDO LIVRO DA SÉRIE!!!!!111
Post por: Jordana Meirelles

Resenha de Livro: As Vantagens de Ser Invisível

“Eu me sinto infinito.” Talvez pelo fato de ter me identificado tanto com o personagem principal do livro, ou por ter filosofado e refletido sobre muitas coisas durante a leitura. Não sei. Só sei que me sinto infinito. “As Vantagens de Ser Invisível”, do autor Stephen Chbosky, trata-se da história de Charlie, um garoto observador, um tanto “afastado” do mundo que o cerca. Isso porque ele não havia conhecido outros mundos.  E, a partir do momento em que ele conhece Sam e Patrick, muitas coisas mudam em sua realidade, algumas novas perspectivas. Sam e Patrick são despojados, curtem música boa, tem pensamentos diferentes da maioria dos adolescentes, e, fumam. Fumam pra valer. E Charlie é introduzido a tudo isso.
Por ser um menino sentimental, sofre com situações inusitadas – inusitadas para alguns, porque eu sou chorona também, e, se duvidar, choro mais que ele – tem certos transtornos emocionais e algumas confusões em sua mente. E Charlie relata todos esse momentos de sua vida em cartas, destinadas à alguém – no caso, nós mesmos, os leitores. Esse estilo de escrita já torna o texto muito íntimo para quem está o lendo, mas, enquanto eu me deliciava com a história, não me senti no lugar de quem receberia a carta, me sentia Charlie, me sentia infinito. E foi por esses motivos que chorei. E não me lembro de ter chorado do mesmo jeito em outros livros. Realmente, foi muito marcante para mim.
Mas, saindo um pouco do contexto da história e da história em si, vamos para a parte mais técnica da resenha. Bom, eu nunca tinha lido nada do autor, e, na verdade, fiquei conhecendo o Chbosky agora, mas, gostei do estilo dele, do modo de escrita e, principalmente, claro, de sua criatividade. Isso me levou a querer mais do autor. Porém, não sei se foi erro de edição, tradução ou do autor mesmo, mas eu encontrei algumas passagens com frases desconexas, faltando vírgulas, coisas confusas para algo que deveria seguir um ritmo fácil. Isso me confundiu algumas vezes (ressaltando que a edição brasileira é da Rocco).
O livro remete-nos à frases célebres e até mesmo filosóficas (calma, nada que te dê sono), e parece que invade seu peito e depois o esmaga, e você começa a sentir mil coisas diferentes.
É claro que o que eu expressei aqui foi a minha opinião, o meu sentimento ao ler esse livro. Não vou ser hipócrita; ouvi comentários e opiniões de pessoas que não gostaram muito, ou preferiram o filme, ou isso, ou aquilo. Enfim, diversas ideias diferentes, maaaas, se você é uma daquelas pessoas totalmente sensíveis, emotivas, garanto que não se arrependerá!
OBS: O filme baseado no livro é bem legal e reúne um elenco delicioso (Emma Watson, Ezra Miller e Logan Lerman). Achei que cada um representou bem o seu devido papel, e que o filme seguiu um ritmo agradável, legal. Mas é claro que não se compara ao livro né?!
OBS²: O final traz uma grande surpresa, algo que explica praticamente tudo o que aconteceu com a personagem principal!
OBS³: Li duas vezes desde que comprei (abril 2013) porque eu simplesmente AMEI!

Bom, espero que tenham gostado da resenha, e que tenham se interessado pela leitura, em breve volto com mais historinhas de aventuras e mistério –sqn. Até mais ver e abraços.
  • Post por: Jordana Meirelles

Resenha de Livro: Zumbis x Unicórnios

Oi gente! Hoje a resenha é sobre um livro que eu já li a algum tempo e que eu esperava também a um bom tempo pra ler. Eu conheci o livro por resenhas na internet, e desde então me interessei pela história e procurei o livro para comprar em vários lugares e não achava. Quando finalmente achei, parei minha vida pra poder ler ele, e realmente não me arrependo. 
"Ok Isa, mas do que se trata?"
Bem, o livro é uma antologia que tem como organizadoras as escritoras Holly Black e Justine Lasbalestier. Basicamente, tudo começa em fevereiro de 2007 quando as duas começaram uma discussão sobre qual criatura era melhor, Justine do lado dos comedores de cérebro e Holly do lado dos purpurinados unicórnios. A discussão foi ficando cada vez mais acalorada, virando um fenômeno na internet e dividindo opiniões por onde passava.
Chegou-se o momento que o empasse já se tornara impossível, e então elas tiveram a ideia de montar essa antologia, em que cada uma chamou um time de escritores para defender seu time, para que no final fosse possível para o leitor fazer a escolha por si só. O livro tem 12 contos, sendo 6 de zumbis e 6 de unicórnios, que são intercalados entre si. Pois bem. O que me fez ter vontade incontrolável de ler o livro? Eu ouvi falar muito bem dos autores e eu adoro as duas criaturas, é isso. Temos nessa obra escritores como:
Time zumbi:
  • Alaya Dawn Johnson
  • Carrie Ryan
  • Maureen Johnson
  • Scott Westerfeld
  • Cassandra Clare
  • Libba Bray
Time unicórnio:
  • Garth Nix
  • Naomi Novik
  • Margo Lanagan
  • Diana Peterfreund
  • Meg Cabot
  • Kathleen Duey
O time é de peso e isso é notável né? Agora vamos as minhas considerações sobre o livro:
Eu simplesmente amei. Sobre o autor, eu não tenho como fazer um comentário detalhado pois são muitos, mas, fazendo um apanhado geral, a dinâmica é boa e as histórias são surpreendentes. Meus contos favoritos foram 4: Love Will Tear Us Apart de Alaya Dawn Johnson - o conto é simplesmente maravilhoso, mistura comédia e ação, e fala sobre um zumbi parcialmente curado, em dúvida sobre o que fazer da sua vida agora. O final é surpreendente -; Teste de Pureza de Naomi Novik - eu ri o tempo todo. A protagonista é super sarcástica e o unicórnio também, e trata-se de um unicórnio chamado Belcazar pedindo ajuda de uma menina para salvar bebês unicórnios da mão de um mago. Simplesmente magnífico -; As Crianças da Revolução de Maureen Johnson - assustador, surpreendente. O tipo de história que parece que tem alguém apertando o seu coração. Trata de uma menina que passa a noite cuidando dos filhos de uma artista famosa por uma noite, sem saber que eles são zumbis, é demais - e por último, mas não menos importante, O Cuidado e Alimentação de seu Filhote de Unicórnio Assassino de Diana Peterfreund - é conflitante, tem uma personagem em uma situação muito difícil, e você consegue sentir as emoções dela. Fala sobre uma garota que resgata um filhote de unicórnio que iria ser morto, porém, na sua “cultura” digamos assim eles creem que os unicórnios sejam criaturas assassinas, então ela cria ele como animal de estimação, sem que ninguém saiba, e com isso você acompanha o crescimento do filhote, tem aquele final do tipo “Tá, e ai? Mais por favor!”. Os outros contos também são ótimos, mas não posso colocá-los como favoritos por que não me tocaram da mesma maneira sabe? O único conto que eu não gostei mesmo foi Buganvílias da Carrie Ryan, achei um conto um tanto quanto cansativo e confuso, sem um final muito determinado.
Galera Records fez um trabalho de diagramação incrível, o livro é lindo, com uma ilustração de capa toda colorida e divertida.
Apesar do título e da capa lembrarem um livro infantil, o livro não é infantil mesmo, possui conteúdo de cunho sexual e palavras de baixo calão. 
Ufa! Então gente, é isso. Eu SUPER recomendo a leitura, adorei o livro e a leitura também é rápida e sem muitas enrolações. BOA LEITURA!
  • Post por: Isabelle Daru
Obs: a foto é do blog da Melina Souza