terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Resenha de Livro: 1Q84 por Haruki Murakami


(Aviso: Esta resenha e livro possui conteúdo de conotação sexual moderada)
Aomame está indo para o trabalho, porém, é interrompida por um cogestionamento - o motorista do táxi sugere que ela desça e atravesse o viaduto pela escada de emergência, e ela foi. Atravessou a avenida, levantou a minissaia e passou para o outro lado da mureta. Desceu as escadas com cuidado, e foi direto para 1Q84.
Uma obra inspirada na (quase) homônima de George Orwell - que eu ainda não li - e uma pitada de Lewis Carroll, o ano de 1984 revela muitas surpresas. Tengo descobre uma garota de dezessete anos, que possui uma história fascinante pra contar, mas não consegue o fazer apropriadamente. Ele namora uma mulher casada, eles se vêem nas tarde de sextas-feiras e ele se orgulha de sua capacidade de controlar a ejaculação. Já Aomame, prefere ir pra cama com desconhecidos, de preferência carecas.
Tengo é professor de matemática e escreve romances nas horas vagas. Ele se lembra do dia em que defendeu a garotinha testemunha de Jeová dos babacas da classe, e ela segurou sua mão, forte. Aomame se lembra de ter sido defendida pelo garoto mais legal da turma, o inteligente e bom de esportes, e também de ter apertado a mão dele, forte.
E surge uma adolescente disléxica, uma seita religiosa fanática e seres que saem de uma cabra morta. E mais intrigante do que isso tudo: uma segunda lua, menor e disforme, verde, no céu.
1Q84 é o nome que o universo criado recebe, a letra “Q” em japonês tem a mesma pronuncia do numero nove, kyuu. Também simboliza a interrogação. O estilo murakamiano é indefinível, prende de ponta à ponta. A linguagem usada é de fácil entendimento, e o romance dos personagens flui de forma natural, como se toda a magia e falta de sentido do universo não fosse nada de mais.
  • Post por: Ana Roviero

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